terça-feira, 3 de julho de 2018

NO CORAÇÃO DE CURITIBA: DOM FRANCISCO SOLTOU O VERBO.

Veiculo da Missão: O dia do trabalho no Brasil, foi marcado de luto, tristeza, com famílias que não tiveram acesso a financiamentos para possuir a casa própria no País, e por falta de renda familiar, foram morar em um prédio abandonado pelo governo federal do lado de uma igreja que também sofreu as consequências e foi destruída pelo prédio que desabou em chamas, fogo, na noite escura, ceifando vidas de famílias excluídas da sociedade, em uma tragédia jamais vista nos últimos séculos que mostra a realidade social, atual, do pobre povo, onde as tecnologias de ponta a serviço da especulação financeira imobiliária levaram o Brasil, a um caos social.  
Na capital Curitiba, parte dos desempregados de diversas cidades do Brasil, acampados no bairro Santa Cândida, foram a pé, até o "Coração da Capital", ás 9:00h da manhã, participar da "Missa do Trabalhador e Trabalhadora na Praça Rui Barbosa, Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões, que foi presidida por Dom Francisco Cota, bispo auxiliar de Curitiba, e concelebrada com sacerdotes da Comissão da Dimensão Social da Arquidiocese de Curitiba".
"Em síntese": Dom Francisco Cota, durante a homilia, levou todos a refletir as causas e consequências, e cuidado que todos(as) precisamos ter com uma espiritualidade não encarnada  na "Casa Comum", em tempos de tecnologias de ponta, onde as alta tecnologias de nosso tempo está a serviço do capital, na busca desenfreada do lucro,sem importar com as consequências na "Casa Comum", estas tecnologias que deveria promover a unidade, Paz, e o bem para todos, não promove a dignidade da família, com trabalho, saúde, justiça, educação, criando sérios prejuízos na casa onde todos estamos inseridos, e hoje muitos saíram de casa e já não consegue mais voltar.

É preciso voltar para casa.. 
É preciso que a igreja seja a voz, profética de nosso tempo!!
Segundo Dom Francisco, em sua reflexão: Se a igreja está ou fica tolerante, indiferente com a problemática do quadro social em que todos estamos inseridos na "Casa Comum", é melhor que ela a igreja feche as suas portas, pois perdeu o profetismo.
Após a Santa Missa, ás 14:00h, aconteceu as manifestações do dia do trabalho, na Praça Generoso Marques.

Matéria: Tarcísio Cirino

 MENSAGEM DA CNBB AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS
1º DE MAIO DE 2018

“O clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor todo-poderoso” (Tg 5,4)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -CNBB, fiel à sua missão profética, iluminada pela Palavra de Deus e pela Doutrina Social da Igreja, saúda os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil que celebram o seu dia neste 1º de Maio. “Convencida de que o trabalho constitui uma dimensão fundamental da existência do ser humano sobre a terra” (Laborem Exercens, 4), a Igreja coloca-se ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras em sua luta por justiça e dignidade, sobretudo, neste momento de prolongada crise vivida pelo Brasil.
O trabalho não é mercadoria, mas um modo de expressão direta da pessoa humana (cf. Mater et Magistra, 18) que, por meio dele, “deve procurar o pão quotidiano e contribuir para o progresso contínuo das ciências e da técnica, e sobretudo para a incessante elevação cultural e moral da sociedade, na qual vive em comunidade com os próprios irmãos” (Laborem Exercens, Intr.).
Além disso, recorda-nos o Papa Francisco, o trabalho humano é participação na criação que continua todos os dias, inclusive, graças às mãos, à mente e ao coração dos trabalhadores: “Na terra, há poucas alegrias maiores do que as que sentimos ao trabalhar, assim como há poucas dores maiores do que as do trabalho, quando ele explora, esmaga, humilha e mata” (Gênova, 2017). Com tão grande dignidade, o trabalho humano não pode ser governado por uma economia voltada exclusivamente para o lucro, sacrificando a vida e os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
Ao Estado compete cuidar para que as relações de trabalho se deem na justiça e na equidade (cf. Mater et Magistra, 21). A solução para a crise, que abate o País, não pode provocar a perda de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Nos projetos políticos e reformas, o bem comum, especialmente dos mais pobres, e a soberania nacional devem estar acima dos interesses particulares, políticos ou econômicos.
Conforme temos insistido em nossos pronunciamentos, solidários com os movimentos sociais, especialmente com as organizações de trabalhadores e trabalhadoras que sofrem com as injustiças, com o desemprego e com as precárias condições de trabalho, reafirmamos seu papel indispensável para o avanço da democracia, apoiamos suas justas reivindicações e os incentivamos a contribuir, em clima de diálogo amplo e manifestações pacíficas, para a edificação da justiça, da fraternidade e da paz no mundo do trabalho, sendo “sal da terra e luz do mundo”, segundo a Palavra de Jesus.
Neste 1º de maio, mais uma vez, conclamamos os católicos e todas as pessoas de boa vontade a vencerem a tentação da indiferença e da omissão, colocando-se decididamente ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, assumindo a defesa de seus direitos e de suas justas reivindicações.
O Senhor nosso Deus, que “ama a justiça e o direito” (Sl 32,5), nos conceda a graça de construirmos juntos um país verdadeiramente justo e democrático.
São José Operário, cuja memória hoje celebramos, nos acompanhe com seu exemplo e intercessão.
Brasília-DF, 30 de abril de 2018

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

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