sábado, 28 de outubro de 2017

SEMINÁRIO PROPEDÊUTICO VICENTINO COMEMORA 25 ANOS.

Neste último domingo 03 Setembro, os diversos ramos da familia Vicentina se reuniu na comunidade Nossa Senhora de Fátima, Paróquia Santa Cândida para comemorar o aniversário de 25 anos do Seminário Propedêutico Vicentino.

As comemorações teve inicio com a Santa Missa, ás 10h da manhã, presidida pelo Provincial da congregação da Missão, Pe.Odair, com os co-irmãos; Pe.André Marmilicz, Pe.Eugenio, Pe.Clóvis Marques, Pe.Euzébio e outros sacerdotes .


Logo após a Santa Missa, diversos outros sacerdotes co-irmãos, Bispo, Padre diocesano, lideranças dos ramos Vicentino e o Povo de Deus, participaram das festividades com um delicioso almoço e outras atrações que envolveu as Festividades dos 25 anos do Seminário Propedêutico. 


Obs: Nos últimos meses fizemos uma pesquisa, para conhecer a história do Seminário Propedêutico Vicentino, e neste  momento apresentamos a 1° parte em vídeo da história, através do testemunho de vida de uma liderança da época que-se doou para as vocações com os trabalhos e nos ajuda a compreender como foi que nasceu o Seminário, e como éra realizado os trabalhos com os seminaristas no momento da construção do Seminário, confira o vídeo e veja como foi, as demais partes históricas publicaremos em breve Aqui!!


No final de 1991, a equipe de formadores da Congregação da Missão, Província do Sul, decidiu que o Propedêutico, de breve existência no seminário menor São Vicente em Araucária, deveria ter uma sede própria. Foi decidido também que os seminaristas que estavam concluindo o segundo grau no seminário, deveriam fazer o Propedêutico. Era uma nova etapa na formação, naquela época, para o Brasil e a América Latina, aceitar seminaristas já com o segundo grau completo. Decisão tomada, agora o problema era encontrar o local onde ele deveria funcionar. Entre tantas possibilidades, a paróquia Santa Cândida se mostrou totalmente favorável para acolhê-lo em seu território paroquial.
A primeira reunião foi realizada nas dependências do Colégio Santa Cândida. Diversas lideranças da paróquia se fizeram presentes, e se mostraram muito animadas com a possibilidade da vinda do seminário, e junto com ele, mais um padre para atender a paróquia e auxiliar o então Pároco, Padre Eugênio Wisniewski e o vigário paroquial, Padre Félix Stefanovicz. O Pe. André Marmilicz, então diretor do seminário menor, foi designado para ser o primeiro formador do Propedêutico. Após a reunião, que contou com a presença do provincial da época, pe. Euzébio Spisla, o Pe. André e diversas lideranças da paróquia, começaram a procurar um local que pudesse acolher o seminário Propedêutico.  Padre André e Padre Eugênio percorreram diversos locais da paróquia em busca deste possível local, mas os terrenos que estavam à venda eram muito caros e em locais não apropriados. E dinheiro, que era bom para a compra, também não existia.
Certo dia, a dona Ana do Osasco telefonou para o Padre André, dizendo que o Valmir Pilatto, então presidente da capela do Roça Grande, estava oferecendo o antigo salão da comunidade para que fosse transformado em seminário. Padre André foi conhecer o local e não gostou da ideia num primeiro momento. Numa segunda visita, com a presença do Valmir, as coisas começaram a tomar um rumo diferente: o assunto foi levado para a reunião de formadores da Congregação e ficou definido que o local seria mesmo o antigo salão da comunidade Nossa Senhora de Fátima, em Roça Grande.
Retornando das férias, em fevereiro de 1992, chegaram os seminaristas juntamente com o formador e diretor do novo seminário, padre André. Tudo por fazer. Onde colocar os propedeutas até que o seminário ficasse pronto? Foi decidido que os 12 candidatos seriam acolhidos pelas famílias da comunidade. E assim foi feito. Pe. Odair, o atual provincial, foi o último a descer da Kombi que transportava os seminaristas e os deixava na casa das famílias. Por coincidência, a última era do casal Valmir e Maria Pilatto, que viriam a ser, mais tarde, seus padrinhos de ordenação. Ali, nas casas das famílias Remildes e Aloise, Rosi Alberti e Hilário, Valmir e Maria, Gabriela e Ângelo, Terezinha e Pedrinho, Neuzi e Antônio, Francisco e Marica, Ana e Sebastião, os meninos dormiam e vinham para o salão da comunidade pela manhã, onde permaneciam durante todo o dia. O salão foi dividido em duas partes: a parte da frente era da comunidade e a dos fundos, o seminário. Ali eram feitas as orações, celebravam missas e eram ministradas aulas na parte da manhã. À tarde, todos ajudavam na construção do seminário. Foi um período sofrido, difícil, mas encantador.
A construção do seminário contou com o empenho e dedicação de todas as comunidades da paróquia. Na época, eram apenas sete: Georgina, Roça Grande, Osasco, Aliança, Ouro Verde, Guaraci e matriz. Foi decidido que durante o ano de 1992, as comunidades fariam todas as festas em prol da construção do Propedêutico. Além desta ajuda substancial, foi realizado um grande torneio de futebol de campo no Chamas, tendo como vencedor o time Estrela Azul, além do baile de páscoa e muitos outros eventos. A construção ia “de vento em popa”, tendo como construtor o seu Miguel do bar, alguns serventes e todos os seminaristas da primeira turma. No dia 26 de maio, com uma missa solene e a presença de muitos padres, finalmente os seminaristas se mudaram para o seminário, com muita coisa ainda a ser feita. A inauguração oficial se deu no dia 13 de setembro de 1992, com missa presidida pelo bispo Dom Ladislau Biernaski. Para sanar todas as despesas ainda pendentes, e para comprar todos os móveis para a casa, foi feita a rifa de um Fusca 1973, que foi um verdadeiro sucesso. Pagou tudo e ainda sobrou dinheiro em caixa.
A construção do seminário Propedêutico foi realmente, toda ela, fruto do empenho e da dedicação da comunidade paroquial Santa Cândida. Foi ela que, literalmente o construiu com muito amor e carinho. O seminário pertence ao povo de Deus, e por isso, desde o início, sempre foi tão próximo de todos os paroquianos, parte da vida da Paróquia. Um fato inusitado: durante a construção, o Padre André recebeu gratuitamente as portas e janelas, doadas pelas irmãs passionistas, que estavam refazendo a sua casa. Em troca, ele prometeu rezar uma missa de agradecimento. A promessa foi paga... quinze anos mais tarde!

Durante estes 25 anos, vários formadores estiveram à frente do seminário Propedêutico: padre André Marmilicz, o fundador; pe. José Moreira; Pe. Carlos Luiz Bacheladenski; Pe. Marcos Gumieiro; pe. Humberto Sinka; Pe. Eliseu Wisniewski, e, o atual formador, Pe. Eugênio Wisniewski. Muitos seminaristas passaram por aqui, e destes, 19 são sacerdotes. Menção especial se deve ao pe. Odair Gonsalves dos Santos, seminarista da primeira turma no ano de 1992. Além de ter sido o único a ser ordenado padre de uma turma de 12 seminaristas, é o atual provincial dos padres vicentinos.
Crédito: História do Seminário - Pe. André Marmilicz CM
Texto Histórico: Paula Spisila ( Missa 03-09-2017)
Matéria: Tarcísio Cirino


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

CURITIBA DESDE O ANO 2000: TRABALHA CATEQUESE DE INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

                                             

INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

A iniciação à vida cristã, vem sendo trabalhado em Curitiba, desde o ano 2000, onde Paróquias Missionárias preocupadas com a formação dos  adultos que não possuí os sacramentos da iniciação à vida cristã, passa por uma catequese catecumenal e o catecúmeno é transformado no momento que tem um encontro pessoal com Jesus Cristo e passa a viver uma nova vida social na comunidade eclesial. 

Pe.Carlos Luis Bacheladenski CM: Na escola bíblica Jesus de Nazaré, trabalhou o tema e relembrou com orgulho e alegria o trabalho da Paróquia Santa Cândida, que foi uma das primeiras Paróquias no Brasil a iniciar a catequese da iniciação a vida cristã, com o liturgo Pe.Gilson Camargo CM. 

Tarcísio Cirino: De fato com as missões que aconteceu a nível de arquidiocese de Curitiba, no ano 2000 a Paróquia Missionária de Santa Cândida, se colocou em estado permanente de missão, tendo como um dos objetivos principal a catequese de iniciação à vida cristã, através do rito da iniciação que foi fortalecido a partir de 2005, com o Pe.Simão Valenga CM, que motivou o rito da iniciação à vida cristã, conforme motivação do antecessor e trabalhou a organização e setorização da Paróquia com a organização das áreas missionárias, com foco na catequese bíblica, promovendo o levantamento das famílias que não possuí  os sacramentos da iniciação à vida cristã, integrando a catequese com as coordenações das áreas missionárias que encaminha os candidatos da iniciação à vida cristã a coordenação da catequese catecumenal, Pastoral do batismo das comunidades, para receber a catequese sendo motivados a participar dos "grupos de reflexão ou grupos de famílias"  onde acontece a leitura orante através do subsidio de evangelização Caminhando, com os iniciados colocando a Paróquia em estado permanente de missão, modelo de evangelização que foi levado a outras Paróquias da arquidiocese de Curitiba e no Brasil.

No momento atual o Pároco: Pe.André Marmilicz CM, motiva o projeto missionário da Paróquia de Santa Cândida, iniciado no ano 2000, e tem como um dos objetivos motivar a Pastoral da acolhida, para fortalecer ainda mais todo o projeto missionário de uma igreja em estado permanente de missão.

 Selecionamos uma parte da palestra no vídeo à cima, com Pe.Carlos Luis Bacheladenski CM. que relembra sua experiência em Santa Cândida e fora do Brasil, no que se refere ao rito da iniciação á vida cristã. 


Segue a baixo texto com orientações da CNBB.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) “Iniciação à vida cristã: itinerário para formar discípulos missionários”. O texto foi aprovado pela 55ª Assembleia Geral da CNBB e recebe o número de 107 da coleção azul da Conferência. Aos catequistas e responsáveis pela animação pastoral das dioceses e comunidades está disponível um material com slides para trabalhar o texto.
Já no primeiro capítulo o texto apresenta o itinerário a partir do “ícone bíblico” representado pelo encontro de Jesus com a Samaritana retratado no capítulo quatro do Evangelho de São João. Em seis passos o documento apresenta os processos de iniciação ao discipulado de Jesus.
O documento oferece novas disposições pastorais para a iniciação à vida cristã, presente nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora desde 2011. Para os bispos, a dedicação em torno da temática revela o propósito de “buscar novos caminhos pastorais e reconhecer que a inspiração catecumenal é uma exigência atual”. Ela permitirá formar discípulos conscientes, atuantes e missionários.
“A vida cristã é um novo viver que requer um processo de passos de aproximação, mediante os quais a pessoa aprende e se deixa envolver pelo mistério amoroso do Pai, pelo Filho, no Santo Espírito. Ela desperta para novas relações e ações, transformando a vida no campo pessoal, comunitário e social. Essa verdadeira transformação se expressa através de símbolos, ritos, celebrações, tempos e etapas”, escreveu o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, na apresentação do documento.
Para dom Leonardo, o texto “expressa o caminho que a Igreja no Brasil percorre, iluminada pela Palavra de Deus e pelo Documento de Aparecida, aprovado pela V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano, realizada há 10 anos. “Assumindo sempre mais as orientações de Aparecida e do papa Francisco, nossas igrejas particulares, nossas comunidades, nossas famílias e todas as pessoas batizadas serão testemunhas da alegria do Evangelho”, acredita dom Leonardo.
Material de apoio
A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB disponibilizou uma coleção de slides para auxiliar as formações. São cinco apresentações relacionadas à introdução e a cada capítulo do texto. O material possui citações de parágrafos do texto e ilustrações que facilitam a compreensão e a didática de exposição por parte dos assessores de encontros formativos.
As cinco apresentações, em formato PowerPoint, estarão disponíveis para download aqui.
Fonte: CNBB

terça-feira, 24 de outubro de 2017

CAPELINHAS JUBILEU 80 ANOS: 5.478 MENSAGEIROS(as)

Salve Maria!!

O exército azul de Nossa Senhora, um dos grandes movimentos leigo mariano na história da igreja do Brasil e na América Latina, conhecido como Movimento de Capelinhas, em especial na arquidiocese de Curitiba, onde neste ano de 2017, está comemorando 80 anos de história, com o trabalho voluntário de 5.478 mensageiras(os) em atividades nas Paróquias da arquidiocese de Curitiba, conforme nos mostra pesquisa realizada nos últimos 5 meses 2017.
No ano de 1937, na Paróquia Imaculado Coração de Maria, no bairro Água Verde, em Curitiba, os Padres Claretianos, contribuíram com o nascimento do "Exército azul de Nossa Senhora o Movimento de Capelinhas", que rapidamente-se espalhou como o vento por toda Curitiba, passando a ser mais que um movimento e se tornando uma organização de pequenas comunidades que colocou a igreja além das fronteiras, em saída já naquele tempo para as periferias de onde nasceu mais tarde as diversas comunidades e Paróquias que conhecemos hoje, em Curitiba e região metropolitana na igreja do Paraná.
Nos últimos 5 anos devido a diversos fatores: Pós-verdade, fragmentação com surgimento de novas pastorais de capelinhas, falecimentos e outros fatores o movimento de capelinhas vem se reduzindo em cerca de 9% ao ano em seu quadro total de mensageiros(as) a nível de arquidiocese de Curitiba.
Diante do quadro parte das coordenações Paroquiais do movimento de capelinhas em amor as vocações familiares e sacerdotais, contribui as perdas com recursos financeiros do próprio bolso, na ajuda aos seminários com esperança que novos sacerdotes ordenados seja solidário com o trabalho vocacional na evangelização através da capelinha de Nossa Senhora, que visita os lares, nestes 80 anos de história levando a boa noticia do evangelho as famílias.

Dito isso penso que-se os futuros sacerdotes  e os atuais não forem solidários com o contexto atual na motivação aos mensageiros(as) de Nossa Senhora é possível que na próxima década as capelinhas de Nossa Senhora, será lembrada, festejada e comemorada como relíquia que lembra a história da igreja, em algum museu ou Paróquia da (Arqui) diocese.

Como sabemos que Maria passa a frente e intercede e vai abrindo  caminhos aos mensageiros(as) para que Jesus seja conhecido e amado, vivemos a esperança que o movimento de Nossa Senhora, continuará vivo até a consumação dos séculos.
Matéria: Tarcísio Cirino                                                                    

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

PESQUISA MOVIMENTO DE CAPELINHAS: DAIANE SCARABOTO














Este antigo ritual católico está dando à economia brasileira um pequeno impulso, uma estatueta da Virgem Maria por vez






A Virgem Maria pode não ser capaz de afastar o Brasil de uma profunda recessão, mas sua casa patrocinada pela igreja faz maravilhas para aliviar o mal-estar econômico entre as famílias católicas participantes. Pilar Olivares / Reuters

Os brasileiros estão se afastando do catolicismo . Hoje, menos de 50% dos brasileiros se identificam como católicos romanos, contra 92% em 1970 . Mas, após 500 anos na América do Sul, a Igreja Católica permanece profundamente enraizada na economia e na sociedade do Brasil.
Entre os seus muitos pontos de vista, há uma tradição pouco conhecida chamada Movimento das Capelinhas , ou "pequeno movimento de capela". Esse fenômeno, que ocorre em centenas de cidades e vilas do Brasil, centra-se na circulação entre as famílias católicas de pequenos santuários que contêm uma Estatueta da Virgem Maria.

Economias alternativas em ascensão

O Movimento das Capelinhas é um exemplo de uma rede colaborativa baseada em circulação , uma espécie de economia hiper-local que está aparecendo em todo o mundo, da moeda alternativa de um distrito de Londres aos bancos de tempo da Nova Zelândia .
Tais sistemas apelam porque trocam um foco estreito no valor econômico (apenas o dinheiro importa) para uma definição mais ampla do que tem valor para as pessoas. Ao circular objetos queridos em um certo padrão, essas redes colaborativas distribuem seus benefícios a todos os envolvidos, e o "lucro" vai muito além das pequenas comunidades econômicas que as comunidades podem ver.
O pequeno movimento da capela faz parte de uma longa história de rituais católicos que envolvem relíquias sagradas e estátuas enviadas para visitar as paróquias mundiais .
Protegidos por suas casas de madeira, Marys moventes do Brasil pagam "visitas" de um dia às casas dos vários paroquianos em um processo semi-formal determinado por vizinhos, paróquias e voluntários leigos. A maioria dos grupos de capelas inclui cerca de 30 famílias, de modo que cada família recebe uma visita por mês. O clero local supervisiona o progresso de Marys em torno da cidade



Mary faz uma visita a uma casa em Campos Novos. Daiane Scaraboto

Ao fazer suas rondas, nossa pesquisa encontrou , essas capelas peripatéticas fazem mais do que simplesmente circular fisicamente - suas viagens realmente geram lucro e valor para os participantes. O resultado final é uma "economia" local de origem local, baseada em valores compartilhados e não em dinheiro.

Rituais e relíquias

Para entender o impacto econômico da tradição da pequena capela popular, passamos dois anos estudando a circulação de Marys em duas cidades do sul do Brasil: Curitiba, que tem 1,76 milhões de habitantes; e Campos Novos, uma pequena cidade ao sudoeste de lá.
Nosso estudo , publicado em fevereiro no Journal of Macromarketing, encontrou diferenças no tamanho e nível organizacional dos pequenos movimentos de capelas de cada cidade. Mas em ambos os lugares, todos neste ritual recebem algum tipo de benefício, seja econômico, espiritual ou social - criando o que se chama " sistemas de valores híbridos ".
O sistema de Curitiba é bem coordenado pela igreja, com aproximadamente 100 mensageiras voluntárias (mensageiros) que administravam aproximadamente 10.000 capelas pequenas de casa para família.



Mensageiras ou mensageiros na missa de Curitiba. Daiane Scaraboto

Em Campos Novos, que tem 32.800 habitantes, o mercado foi menos robusto. Aproximadamente 100 marias circulam entre os católicos locais, supervisionados por cerca do mesmo número de mensageiras.
Para as comunidades participantes em ambas as cidades, o efeito das capelas em movimento é criar uma economia alternativa , baseada não nos valores capitalistas tradicionais, mas na participação, na comunidade e na fé.
O dinheiro, naturalmente, desempenha algum papel. As famílias fazem doações monetárias à Igreja Católica pela honra de hospedar uma capela. Algumas pequenas capelinhas ainda estão equipadas com o próprio slot para moedas.
Em Curitiba, descobrimos que essas pequenas contribuições ganham a igreja cerca de 1,5 milhão de reais (aproximadamente US $ 500.000) por ano. Em Campos Novos, o lucro da igreja foi significativamente menor, provavelmente gerando a arquidiocese local apenas vários milhares de reais.



Centro histórico de Curitiba, onde 10.000 estatuetas de Mary circulam todos os dias entre centenas de milhares de famílias. Francisco Anzola / flickr , CC BY

O dinheiro não pode te comprar fé

As famílias de acolhimento e os membros da comunidade vêem benefícios menos tangíveis, mas igualmente valiosos, da Marys viajando.
Para mensageiras leigos, é status social: trabalhar como representante da igreja de sua vizinhança é um papel de prestígio. Da mesma forma para as famílias, paróquias e comunidades interligadas pela visita regular dessas pequenas capelas.
Existe também um valor espiritual. Para os católicos, Maria, como mãe de Jesus Cristo, é uma das figuras sagradas mais poderosas, e os destinatários das pequenas capelas que a abrigam se sente abençoadas pelo seu acesso à divindade, ao apoio e à boa sorte.
A igreja católica brasileira gerencia cuidadosamente esse aspecto das visitas da capela, apresentando-as como fonte de conforto. O "movimento" de Marys, diz a doutrina da Igreja, e ao fazê-lo, sustenta seus devotos emocionalmente .
As capelinhas muitas vezes se tornam um símbolo local favorecido de seu grupo familiar, transcendendo seu significado religioso para ser, simplesmente, objetos amados e familiares.
página e o blog Facebook do Movimento das Capelinhas de Curitiba revelam que famílias de acolhimento, mensageiros e sacerdotes celebram a Marys viajando. Depois que uma família publica sobre a chegada de uma capela a sua casa, outros comentadores reenam suas histórias de visitação.



Uma captura de tela da página do Facebook dedicada à circulação das capelas da Virgem Maria em Curitiba.

A igreja também leva ao Facebook e ao púlpito para reconhecer os voluntários que ajudam a circular as capelas, mesmo honrando-as em missas especiais. Os prósperos participantes no movimento da pequena capela lhes conferem um status social especial, ou o que chamamos de "valor reputacional" - outro benefício criado por esta economia alternativa.
A igreja promove ativamente o valor social e reputação das marias. Quando uma nova igreja se abre na cidade, por exemplo, as pequenas capelas receberão novas rotas de circulação como boas vindas aos novos paroquianos.
Os sacerdotes em Curitiba treinam e orientam os mensageiros da pequena capela, ajudando a garantir que as marias circulem de forma mutuamente benéfica para todos os participantes, econômica, espiritual, social ou em vários níveis.
Um tipo de valor geralmente se traduz em outro. O valor espiritual se torna econômico sempre que alguém doa para uma pequena capela, por exemplo. Então, quando este dinheiro, por sua vez, é usado para educar um aprendiz de sacerdote ou para introduzir uma nova rota para uma pequena capela, o valor muda novamente, tornando-se social ou reputação.
As "marias que se movem" do Brasil podem não ser capazes de afastar o Brasil da sua profunda recessão , mas nossa pesquisa revela que esses sistemas híbridos possuem potencial para combater o mal-estar econômico, embora ao nível local, lembrando aos católicos que, mesmo que o dinheiro seja em falta agora, amigos, família e fé não são.